Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus

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Fé, Esperança e Caridade

Fé, Esperança e Caridade

Fé, Esperança e Caridade

Estas três virtudes são chamadas teologais porque são elas que nos aproximam de Deus de modo imediato.

Pela nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos, e ao próximo como Ele nos ensinou.

Estas são, sem dúvida, as virtudes mais elevadas, pois são elas que nos fazem aperfeiçoar as outras virtudes morais que não atingem o fim último do homem, mas sim os meios para chegar a este fim.

Fé - Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.

No dia a dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: quando entramos em um ônibus ou em um avião, acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para nos transportar e nós nem os conhecemos, mas acreditamos neles.

E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar, de raciocinar, de acreditar, temos muito mais motivos para acreditar n'Ele, para confiar n'Ele, para nos abandonar livremente em Suas mãos.

A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos no Todo-poderoso e em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e a falar.

E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro desse mundo? Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação. Quando temos um amigo, não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção, ajudá-lo quando necessário e possível, ajudar também as pessoas que ele ama. Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.

Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar n'Ele e não fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de Calcutá dizia: "Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor”.

Esperança - Por esta virtude nós desejamos e esperamos o Bem Supremo e tendemos a Ele.

“Se bem que a esperança seja inteiramente conforme a nossa natureza humana, há em nós uma tendência constante para o desânimo pelo fato de estarmos imersos nas lutas e dificuldades da vida”

Se nós temos mais confiança num amigo quando este demonstra que tem por nós um verdadeiro e profundo afeto, quanto mais devemos ter confiança em Nosso Senhor que se fez carne e habitou entre nós e padeceu numa Cruz para nossa salvação: Não há maior prova de amor do que dar a vida por seus amigos.

A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos melhores em nossa vida aqui na terra e a ter a certeza de que conquistaremos a vida eterna, que será a nossa felicidade.

Muitas vezes, passamos por momentos difíceis e achamos que nossa vida não tem solução. O mundo hoje está muito violento e cheio de catástrofes. A cada dia, assistimos na televisão e até bem perto de nós, cenas de maldade, agressões, violência. Precisamos refletir sobre tudo o que está acontecendo, encontrar onde está a falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, com Deus, tudo podemos. A esperança nos leva a tentar vencer os obstáculos e nos fortalece na certeza que tudo pode ser diferente quando nos ajudarmos mutuamente.

Caridade - Pela caridade infundida em nós no momento do batismo, devemos amar a Deus com um amor sobrenatural, mais do que amamos a nós mesmos. Devemos amá-Lo como a um grande Amigo que nos amou por primeiro e que é infinitamente melhor em si mesmo do que nós. O que é amá-Lo? É fazer em tudo Sua vontade: “faça-se sua vontade assim na terra como no céu” (Mt 6,10), até chegarmos ao que Ele mesmo nos pediu: “sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48)

A Caridade é amor. A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o seu problema.

A Caridade é dar um "bom-dia!", é sorrir para uma criança indefesa, para um jovem, às vezes desorientado, para um idoso que carrega seu fardo com dificuldade.

A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Entretanto, o amor permanece, porque Deus é amor e, se estamos diante d'Ele, também somos amor.

Por isso é que São Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, termina o capítulo 13 dizendo: "Agora, portanto, permanecem três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas é o amor".

Tenho semeado a fé, fortificado aqueles que estão ao meu lado?

Tenho sido sinal de esperança na vida de cada pessoa, dando palavras de apoio, incentivo e estímulo em suas atividades?

Tenho amado o bastante a ponto de superar as limitações de cada um e ser sinal desse mesmo amor em suas vidas?

Temos sido esses instrumentos na vida daqueles que estão conosco todos os dias?

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